E agora José ? Ou seria Mario Prata?

· Por Mari
Não é Carlos Drumond de Andrade, mas é tão bom quanto, na verdade acho ate melhor, nunca fui muito fã do Carlos Drumond de Andrade, nunca entendi muito bem o porque, mas de todas as suas obras, só o poema E agora José? me chama atenção, enquanto Mário Prato, esse a partir da primeira cronica fui fisgada, e já li praticamente todos os seus livros,  faltando apenas um. Gosto maneira como envolvente como ele escreve, como se fosse um tio contando um caso, que te prende do inicio ao fim e são tão cotidianos, que você consegue se imaginar na situação narrada.

Eis que então, estou eu aqui, em frente ao computador num sábado a noite, vasculhando os blogs e sites, entro no seu site leio mais algumas cronicas e vejo ali no canto esquerdo o seu endereço de email, não penso duas vezes e já logo me ponho a escrever um email de fã apaixonada. Envio sem esperança nenhuma de resposta ou no máximo uma resposta de automática daquelas de agradecimento.

Não é que de repente estou eu Mariana a conversar com Mário Prata, sim ele mesmo,  autor no msn teclando comigo, no começo acho que é alguém me zuando, não pode ser verdade ele não pode estar assim tão perto, e como ele mesmo disse pensamos que os escritores não existem ou então como disse a minha amiga, quando existem no mínimo estão mortos.

Mas ele estava ali na web cam acenando pra mim, e ainda corrigindo minhas virgulas (imagine o tanto que não deve ter corrigido no meu email, tenho um certo problema com virgulas).
Fiquei sem palavras, não sabia o que dizer, queria falar um monte de coisas e não saía nada, estava em frente ao meu ídolo! Nunca fui de ter ídolos, tenho vícios, me vicio num cantor, num autor, leio e escuto tudo que ele tiver feito ate cansar, mas assim que aparece um novo, este logo cai no esquecimento.

Mas com o Mário Prata não foi assim, li uma cronica, não sei onde, depois um livro e por ai foi, de repente estava apaixonada, mesmo com novos vícios, ele não caiu no buraco negro do esquecimento, sempre foi tão presente quanto os vícios atuais.

E agora ele ali na minha frente sorrindo, e me prometendo que não vai sumir, como se isso fosse possível, ele sumir....nem se tentasse, pra mim vai estar sempre aqui...

Mari — Uma velha ranziza de 37 anos, advogada, mãe, viciada livros, musicas e seriados. Sonha viver num seriado de drama americano (e ter a vida que as pessoas postam no Instagram), ainda acredita em contos de fada. Acredita que falar da vida alheia desde que não invente nada nem cause mal a ninguém é uma terapia.

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