Há pouco mais de um ano tive o prazer de conhecer a autora Laura Elias e os seus livros. E posso dizer com toda certeza, foi realmente um prazer! Além de a autora ser uma simpatia sem igual, os livros dela são imperdíveis e possuem uma trama de tirar suspiros. Espero sinceramente que vocês leiam essa resenha com o mesmo carinho que eu tive ao escrevê-la.
Editora: Mythos
Ano: 2009
Páginas: 240
Megan é uma jovem de 17 anos subitamente envolvida em uma doce e sombria história de amor com Bill, o misterioso integrante de uma banda de rock. Ela só não sabia que Bill não é uma pessoa comum. Na verdade, ele pertence a um grupo de seres dotados de capacidades incomuns e gosto por sangue humano.
Megan
é uma garota normal que vive com seus pais e seu irmão na pequena cidade de Red Leaves, como toda adolescente ela
estuda e possui amigos fieis, porém, mesmo que minimante, algo a difere das
demais, ela possui uma insônia intensa e profunda que a consome dia após dia
fazendo-a esperar madrugadas inteiras por algo que nunca vem. Escondendo essa
debilidade de todos, ela tenta viver do melhor jeito possível.
Contudo, sua vida pacata é virada de pernas para
o ar quando o misterioso Simon entra na sua vida e a apresenta para um mundo
desconhecido. Entretanto, as reviravoltas não param por aí, após um show
inesquecível da banda de trash metal The Red Kings of Dark Paradise, ela se
vê envolvida pelo charme poético, animalesco e enigmático de Bill, o belo líder
da banda que esconde vários segredos que ela anseia por desvendar.
“Um amor impossível, capaz de tudo, que atravessou os séculos para se concretizar em nossos dias”.
Crepúsculo Vermelho possui um enredo bem desenvolvido
e diferente de tudo que eu já li, além de apresentar aos leitores o mundo dos
vampiros sobre uma ótica totalmente nova, ele apresenta também novas criaturas,
os rovdyrs, seres que convivem com o seu lado humano e animal todos os dias, e
que nos põe a imaginar cada detalhe sobre eles e suas lendas enquanto a
história nos é contada. Com relação aos elementos textuais, notei que em alguns momentos a autora se utiliza de algumas
frases de efeito que me soaram um pouco forçadas, porque eu acho muito difícil
você conhecer uma pessoa em uma semana e já amá-la loucamente, para mim esta
fase ainda é de encantamento onde ambos ainda estão se conhecendo, mas não é
nada demasiado, até porque Laura tem uma escrita bem ágil e não fica estendendo
o assunto até não poder mais.
Os personagens são um caso a parte. Eles
possuem características bem definidas e são do tipo ame ou odeie. Como tantas
leitoras fiquei super dividida entre Simon e Bill, e sei que se estivesse no
lugar da Megan estaria sofrendo como ela, porque gente, imagina ter que
escolher entre um garoto lindo que sofre de amor por você, faz de tudo para
protegê-la e está sempre ao seu lado quando você precisa e um cara charmoso,
romântico, protetor (
A escrita do texto é leve e despretensiosa, nela
não há palavras rebuscadas que você vai ter que recorrer ao dicionário para
poder entender. A narrativa passa por alguns pontos de vista distintos e é
descrito em primeira pessoa, o que facilita e muito na hora de conhecer os
personagens. Contudo, a revisão do livro pecou demais na preparação desse
texto, por vezes eu me deparei com algumas coisas que me deixaram realmente
chateada, pois fiquei sem entender quais os motivos que levaram a editora a não
ter o cuidado de revisar o livro, aparar as pontas soltas e polir a história de
modo que ela ficasse mais bem apresentável ao leitor. O design da capa leva os
leitores a praticamente discutirem o sexo dos anjos, há quem ame e quem
deteste, eu particularmente não nutro nenhum sentimento forte a respeito dela,
mas pelo sim, pelo não, gosto da forma como eles retrataram o Simon.
Em suma o que posso dizer a vocês é que
Crepúsculo Vermelho é um bom livro e que vale a pena ser lido. Estou torcendo
muito para que o terceiro volume da saga seja publicado o quanto antes e que um
dia toda a Saga Red Kings ganhe uma nova edição, dessa vez mais caprichada como
ela merece.
[…] Você tirou meus limites
Você mostrou que alguém como eu podia ser feliz
E, quando pensei que sim, que a felicidade era minha,
Seus olhos se foram e eu fiquei sem limites
Sem limites para sofrer
Sem limites para chorar...
Pág. 83
Playlist:
Florence and The Machine - My Boy Builds Coffins
Metallica - The Unforgiven II
Muse - Starlight
Muse - Starlight


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