Esses
dias eu estava me sentindo estranhamente romântica e com uma necessidade ímpar
de ler algo que contivesse um “felizes para sempre” na equação. E como só me
restava um livro de Judith McNaught para ler, eu o reservei para um momento
mais especial e quis me aventurar em uma história escrita por algum escritor
que eu ainda não conhecesse e foi então que eu me lembrei do livro Um Gosto de
Vida, e lá fui eu toda temerosa buscá-lo. Logo nas primeiras páginas notei uma
coisa: não era só o cupcake na capa que parecia ser uma maravilha, a escrita da
autora também era.
Título: Um Gosto de
Vida
Série: As Irmãs Keyes #1
Série: As Irmãs Keyes #1
Autor (a): Susan Mallery
Editora: Harlequin
Páginas: 320
Ano: 2011
Existe algo mais doce do que o primeiro amor? Não pergunte para Claire Keyes. Aos 28 anos, ela é considerada um prodígio do piano. Porém, em seu currículo amoroso não há um relacionamento sério, tampouco um caso de verdade. Sua carreira de concertista deixou pouco espaço para amigos e parentes. E é por esse motivo que Claire não visita Nicole e Jesse, suas irmãs, nem a tradicional confeitaria da família há anos. Mas agora Nicole está doente e já faz tempo que Jesse desertou. Sem considerar o fato de Claire não saber botar água para ferver, ela está determinada a bancar a dona de casa. Criar laços com as duas irmãs está no topo de sua lista... junto com se apaixonar ou, pelo menos, ser seduzida pela primeira vez. Apesar de ser um homem tão atraente quanto sério, pode ser que Wyatt se encaixe nos planos de Claire. Embora não pare de dizer que ambos vêm de mundos diferentes, ele fica mais aceso do que forno de padaria sempre que ela se aproxima. Se continuar assim, talvez Claire dê a ele uma chance... e deixe um gostinho de quero mais.
Claire é uma concertista de piano que há muitos
anos não ia a sua cidade de origem, contudo, após receber uma ligação de sua
irmã Jesse que a avisa sobre a cirurgia da sua gêmea Nicole, ela larga tudo em
Nova York e volta para Seattle com a doce esperança de que poderá enfim fazer
as pazes com sua família e começar a viver de verdade. Entretanto, ao chegar à
doceria de sua família depara-se com Wyatt, um homem muito rude e um amigo leal
da sua irmã que em poucas palavras a proíbe terminantemente de se aproximar de
Nicole, porém Claire não viajou até lá para ser mandada para casa como uma
criança, não, ela estava ali para lutar por seu lugar de direito na família e
no coração de suas irmãs. Em meio a uma péssima recepção ela faz o possível
para manter-se fiel ao propósito que a levou até aquele lugar, mas as coisas
vão de mal a pior quando ela passa a perceber que ninguém a quer ali, ninguém
exceto Amy, a filha de Wyatt. E é com a ajuda dessa garota esperta de 8 anos de
idade que ela começa a aprender as coisas mais simples da vida, como amar de
verdade.
Um romance doce e leve, é assim que podemos
definir Um Gosto de Vida. Apesar de toda a premissa de perdão e de uma trama
dramática, Susan conseguiu manter um ritmo leve e uma história de amor que vai
se desenrolando aos poucos. Claire é a típica garota que nós amamos ver o amadurecimento,
pois apesar de ter 28 anos de idade ela conserva uma ingenuidade que é
impossível torcemos contra ela, e isso vai se revelando cada vez mais forte
quando vemos o modo como ela lida com os homens, em especial com Wyatt, que
apesar de ser um ogro com ela na maior parte do tempo, não consegue arrancar
dela nenhuma palavra ofensiva, principalmente quando ela passou a cuidar da
filha dele e a ter uma relação com a menina que só pode ser traduzida como de
mãe e filha, já que Amy além de ser uma garota muito especial, é uma criança
adorável que se encantou com Claire desde o primeiro momento.
Além disso, pode-se dizer que ela seja uma das peças fundamentais para que Claire e Wyatt ultrapassem a barreira que havia se instalado entre eles e passem a se ver como prováveis companheiros. Mas nem tudo é um mar de rosas caros leitores, já que após alguns encontros mui calientes, Wyatt começa a recuar e a relação de ambos fica estagnada, pois enquanto ele luta contra a maldição da família em que os homens sempre acabam abandonados por suas mulheres, ela luta contra os ataques de pânico que a assolam sempre que ela tem que tocar piano para uma plateia, e como isso não fosse o bastante, ela ainda tem que lidar com uma família problemática que parece estar distante do ideal de união que ela sempre desejou.
Além disso, pode-se dizer que ela seja uma das peças fundamentais para que Claire e Wyatt ultrapassem a barreira que havia se instalado entre eles e passem a se ver como prováveis companheiros. Mas nem tudo é um mar de rosas caros leitores, já que após alguns encontros mui calientes, Wyatt começa a recuar e a relação de ambos fica estagnada, pois enquanto ele luta contra a maldição da família em que os homens sempre acabam abandonados por suas mulheres, ela luta contra os ataques de pânico que a assolam sempre que ela tem que tocar piano para uma plateia, e como isso não fosse o bastante, ela ainda tem que lidar com uma família problemática que parece estar distante do ideal de união que ela sempre desejou.
Esse livro foi uma surpresa agradável e é
perfeito para aquele dia em que se está querendo ver um casal descobrindo um
amor verdadeiro. A trama apesar de apresentar toques de dramas, não vai fazer
com que você sinta vontade de largar o livro para não entrar em depressão, pelo
contrário, é provável que você só o largue quando terminar, já que acima de
tudo ele escrito maravilhosamente bem e passa a sensação de que a autora não
vai exterminar seu personagem predileto de uma hora para outra. Com certeza, o
primeiro livro de muitos que lerei de Susan Mallery, super indicado pessoal.
– O que vocês realmente querem?
Ele percebeu que Nicole nem precisou pensar na resposta. As mulheres nasciam sabendo desse tipo de coisa, ou descobriam conforme ficavam mais velhas?
– Queremos ser importantes. – Falou ela. – Queremos ser a parte mais importante do mundo de vocês. Queremos saber que estariam perdidos sem nós, que sofreriam quando partíssemos e que contariam as horas as horas até que voltássemos. Daríamos a eternidade a vocês, homens, se conseguissem ao menos nos convencer disso. Pág. 309
3 Doors Down – She Is Love
Jamie Cullum – I Think, I Love
The Fray – Say When
--- Isabelle Vitorino ---

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